Provido por Formspring.me - Direitos Reservados

Previsão do Tempo

"O CW não é responsável pelas previsões aqui informadas"

Banda Mimesis

Mimesis foto leandro de oliveiraSurgida em Nilópolis em 2003, o Mimesis traz um toque diferente à suas músicas. Letras com um alto padrão de desenvolvimento. O interesse em literatura e arte desenvolveu fortemente as composições, além do nome da banda. Mimesis, e grego, significa “A arte se expressa”.

Uma banda com toques de Beatles, onde todos os quatro integrantes cantam. Formada por César do Couto (Vocal, guitarra, violão e gaita), Emerson do Couto (Vocal, bateria e flauta transversa), Luca do Couto (Vocal e baixo) e Márlon Melo (Vocal, guitarra, flauta doce e escaleta),  O Mimesis já participou de alguns festivais, além de ter um clipe levado ao ar numa grande rede de televisão a cabo. Confira a entrevista do baterista da banda Emerson, ao Cantina Wiki.

Here is the Music Player. You need to installl flash player to show this cool thing!

Cantina Wiki: Mimesis, como e quando surgiu o Mimesis?

Mimesis: A banda surgiu durante um projeto de música que envolvia covers de Pearl Jam para tocar  na escola dos guitarristas e do antigo vocalista, durante o ano de 2001. Após este primeiro projeto, resolvemos montar a banda, e, desde 2004, já sem o antigo vocalista, tocamos sob o nome de Mimesis. Já incorporando ao repertório músicas de autoria própria.

CW: Qual a razão do nome “Mimesis”? Como ele surgiu?

Mimesis: O nome surgiu quando eu me interessei por Literatura e Arte. O nome, traduzido literalmente do grego, significa ["a arte se expressa"], que, para os filósofos, desde os gregos antigos, evidencia o modo pelo qual a arte se expressa, ou seja, imitando a vida, a natureza.

CW: Este seu interesse por literatura e arte influenciou nas letras da banda? Tive a oportunidade de ouvir “Duos” e notei uma letra bem desenvolvida, diferente do que encontramos atualmente no cenário musical.

Mimesis: Exatamente. Boa parte das letras da banda sou eu [Mimesis, baterista] quem escrevo. Escrevi esta letra enquanto eu estava no meu terceiro ano de Ensino Médio, somente depois de uns dois anos a música foi composta pelo César. Neste período eu já estudava Letras.

CW: E onde você(s) busca( m) inspiração para as letra especificamente? Lendo um livro, ouvindo outros músicos, ou as letras ‘nascem’ sozinhas?

Mimesis: Particularmente, eu busco principalmente alguma música que acho interessante, depois imagino uma outra letra que poderia se encaixar na melodia, somente então envio para os rapazes da banda tentarem fazer o restante. Daí surge algo sempre inesperado para mim, como uma releitura de uma música já conhecida.

 Mas não posso dizer que sempre funcione assim, quando Márlon e César escrevem, o processo é diferente..

CW: E como funciona esse fluxo, vocês criam juntos a melodia da música ou a melodia vem com a letra?

Mimesis: Geralmente a ideia parte primeiro de uma letra, vindo a melodia depois. Este é o processo mais recorrente.

CW: Vocês são cariocas, correto? Podemos dizer que existe um toque de Bossa Nova em suas músicas?

Mimesis: Nós somos de Nilópolis, RJ. Creio que a Bossa Nova tenha entrado em nosso estilo de uma maneira indireta: na verdade, nenhum de nós ouve com frequência Bossa Nova, mas durante um tempo, éramos fascinados por Los Hermanos, que utilizavam acordes comuns na Bossa Nova. Acho que isso nos influenciou durante um tempo, mas creio que já não tenha mais motivo de se pensar assim.

Acredito que mais correto seria notar uma atmosfera da década de 60, pois os dois guitarristas são fascinados pelos Beatles.

CW: Essa, aliás, era a próxima pergunta. Segundo o produtor musical que auxilia na escolha das bandas que participarão do projeto, a música tem leves toques de Bossa Nova com uma batida de Beatles, portanto eles influenciam de uma forma bem direta?

Mimesis: A influência dos Beatles vem principalmente para fortalecer um aspecto que hoje em dia não vemos muito atualmente nas bandas de rock, sobretudo nas grandes, que é uma preocupação maior com a elaboração das vozes. Nós quatro cantamos as músicas, mas esta preocupação também se apóia na obra de outros grupos, como Crosby, Stills, Nash & Young, Yes, entre outros.

CW: Com exceção do Márlon, todos são parentes. Como isso influencia na banda?

Mimesis: Bom, este fato é positivo, já que, como nossa criação foi bem próxima, os mesmos gostos musicais foram adquiridos o que passou para a banda também.

 Lembro que o César queria ser baixista, então, Luca, admirando o primo mais velho, resolveu aprender baixo, então César teve de, obrigatoriamente, passar para a guitarra. Nesta época Luca era muito novo, tinha uns nove anos, mas desde então alimentávamos o projeto de montar uma banda. Quando César já sabia algo de violão, passou os primeiros acordes para o Luca.

CW: Com nove anos ele já sabia tocar baixo?

Mimesis: Ele começou a aprender a tocar com dez, depois passou a aprender violão clássico, mas, na banda, ele só demonstra sua aptidão com o baixo, apesar de tocar muito bem violão.

CW: E o Marlon, como e quando foi a entrada dele na banda?

Mimesis: Márlon entrou para a banda durante o projeto de covers de que já falamos [na primeira pergunta]. No último dia de ensaio, colocamos Márlon para tocar no lugar de outro guitarrista colega dele e de César, acho que foi em meados de 2001, nesta época era uma entrada e saída de membros que nem ousávamos sair por aí dizendo que éramos uma banda, apenas como um projeto despretensioso. Então, depois do projeto de covers, resolvemos tocar a banda para frente com nosso amigo, João César, nos vocais, pouco tempo depois, ele deixou a banda e desde 2003, tocamos com a mesma formação. Em 2004, estávamos, por assim dizer, prontos.

Foi um longo percurso.

CW: Mas hoje vocês entendem que a banda está ‘pronta’ ou novas mudanças poderão ocorrer para melhorar ainda mais?

Mimesis: Acredito que depois de tanto tempo juntos, estamos bem entrosados, já nos conhecemos suficientemente bem para muitas coisas mas é claro que sempre somos adeptos a boas mudanças. Se surgir uma parceria que julgarmos necessária e de bom proveito, por que não?

CW: Hoje em dia as bandas costumam ter um vocalista definido. No caso de vocês são quatro, o que exige muito mais entrosamento. No que o fato de não ter um vocalista definido auxilia ou atrapalha a banda? Devido a isso vocês ensaiam muito mais?

Mimesis: Na verdade, César é quem sempre faz a voz principal, enquanto nós três fazemos o vocal de apoio. Apesar disso, acho que não ter um vocalista principal pode ser um ponto positivo numa banda, porque mostra uma diversidade de estilos de voz que pode criar uma variedade maior de melodias e liberdade para compor, por exemplo, bandas como Fleetwood Mac, The Beatles, Pink Floyd e Titãs marcam esta diferença de vocalista para cada música, o público pode preferir um ou outro. Com certeza o trabalho é maior para coordenar todas as vozes, mas é um desafio que, para nós, vale a pena.

CW: Certo. Vocês já participaram de alguns festivais, segundo seu MySpace, então, qual o show que mais marcou a banda?

Mimesis: É difícil dizer. Para mim, acho que o festival no Café Etílico foi o mais divertido. Sentia-me muito bem com relação ao som da casa, com o espaço, com o público, isso com relação a festivais.

Mas acho que o show que fizemos em Paraty foi marcante pela bela viagem que fizemos e pela qualidade técnica de nossa apresentação, que, para mim foi a melhor. Fora os dois shows que fizemos aqui em Nilópolis, nas comemorações do aniversário da cidade, neste ano e no ano passado. Tocar aqui tem um gostinho especial.

CW: Perto dos amigos…

Mimesis: Exatamente…

CW: Banda Mimesis por Banda Mimesis:

Mimesis: Bem, como imitação é imitação, nada melhor que imitar tanto para sermos o que somos, uma banda de rock que busca, através da simplicidade, uma multiplicidade de sons que quebrem a cabeça daqueles que a ouvem até atingir a insondável e indefinível perfeição…

CW: Qual a maior dificuldade para atingir o sucesso?

Mimesis: A maior dificuldade? Enfrentar alguns juízos prévios que normalmente se fazem para ouvir rock, como ter um som moldado pelo que se toca em qualquer lugar ou forçar uma determinada “atitude” que é cobrada de uma banda.

CW: O que poderia mudar a situação das bandas independentes? Políticas públicas, maior empenho das gravadoras ou apoio da mídia?

Mimesis: O que poderia mudar a situação… acho que falta maior ousadia de todas as partes. As bandas, pelo que ouço, apesar de não terem gravadoras que as lancem, desde o princípio tentam se acoplar ao modelo imposto por toda esta corporação que envolve material de música e mídia para massas, acho que hoje em dia é mais fácil para o público em geral acessar novas músicas, mas mesmo assim, faltam opções.

CW: Algum recado para seus fãs?

Mimesis: Fãs? Não gostaria de impor nada a eles, mas que ouçam Mimesis, Mimesis, Mimesis… (risos). Brincadeira. Que não se limitem ver um show só de músicas conhecidas, não se limitem a ouvir uma música que gostam, há uma chance de se descobrir uma grande e forte música através de alguém que não é líder de audiência em televisão ou em rádios banais.

Contato para shows:

Débora: (21) 9525-4808
Danielle (assessoria de imprensa): (21) 9609-8090
www.myspace.com/mimesisrock

É possível comprar cds da banda durante os shows.

Compartilhe no Orkut!

****Artigos Relacionados:****

  1. Banda The Kira Justice Uma banda que toca músicas de anime (desenhos animados...
  2. Die Antwoord: Nova banda de rap vira fenômeno na internet Divulgação Um grupo de rap sul-africano que canta na língua...
  3. Surge Tinted Windows, uma nova banda propensa ao sucesso. Surge mais uma pretensa superbanda. Formado pelo baterista de um...

Leave a Reply

 

 

 

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Spam Protection by WP-SpamFree

Spam protection by WP Captcha-Free